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Posts com Tag ‘Literatura’

Nos EUA, sempre entre o final de setembro e o início de outubro, editoras e livrarias realizam a Semana dos Livros Banidos, para promover obras que tenham sido censuradas, como um exercício de liberdade de expressão e de celebração do acesso irrestrito à leitura. Este ano, a livraria Twin Hickory instalou uma vitrine diferente em sua loja, oferecendo aos transeuntes o “espetacular” privilégio de ver humanos lendo livros polêmicos. Ficou engraçado e funcionou, pois todo mundo que passou por essa vitrine quis saber que diabos era aquilo. Os leitores que proporcionaram o “show” foram todos voluntários.

[Fonte: Henrico County / Via Boing Boing]

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Além de cantar, compor e salvar o mundo, Bono também desenha. O vocalista do U2 assina as ilustrações de uma nova versão do ivro infantil Pedro e o Lobo, inspirado na ópera de Sergei Prokofiev. Todo o dinheiro que o cantor ganharia com esse trabalho está indo para a Irish Hospice Foundation, instituição filantrópica irlandesa que se dedica a pacientes terminais. O livro deve ser lançado no Brasil no fim do mês, em edição de luxo da editora Conrad, a R$ 50.


[Fonte: Peter & The Wolf / Via Folha Online]

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Nos últimos 12 meses, nenhum escritor ganhou mais dinheiro com sua arte do que a inglesa J. K. Rowling, autora da série Harry Potter. Veja a lista completa dos dez escritores que faturaram mais alto no período, segundo a revista Forbes:

1 – J.K. Rowling, US$ 300 milhões
2 – James Patterson, US$ 50 milhões
3 - Stephen King, US$ 45 milhões
4 – Tom Clancy, US$ 35 milhões
5 – Danielle Steel, US$ 30 milhões
6 - John Grisham, US$ 25 milhões
6 – Dean Koontz, US$ 25 milhões
8 – Ken Follett, US$ 20 milhões
9 – Janet Evanovich, US$ 17 milhões
10 – Nicholas Sparks, US$ 16 milhões

[Fonte: Forbes]

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Você está doido para descobrir um ótimo escritor novo? Minha melhor dica é Barbara Duffles. Apesar do que o nome leva a crer, ela é brasileira. É uma jovem carioca a quem sobram inteligência, cultura, talento e sensibilidade artística. Conheci suas crônicas através de seu blog, o Não Clique, onde pude acompanhar a evolução do seu trabalho, mais maduro a cada novo post. E agora ela acaba de compilar seus melhores textos em um livro, Não Abra, editado pelo selo Download Blogs, da editora Multifoco. Eu fiz questão de ir ao lançamento, de onde saí com uma dedicatória linda em meu exemplar. A obra ainda não está nas grandes livrarias, mas pode ser comprada pela internet, clicando aqui.

Dizer que Não Abra reúne crônicas é uma forma simplista de resumir o assunto. Não é bem assim, na verdade. Além das crônicas, há pensamentos, desabafos, divagações, opiniões, textos inclassificáveis. Quando são escritos em primeira pessoa, não fica claro se são autobiográficos ou se são a expressão de um eu lírico, o que enriquece a obra – estaria a autora se revelando sem pudores ou exercitando seu talento de se imaginar na pele dos outros?

Barbara é econômica nas palavras, mas elas transbordam sensibilidade e significado. O leitor é freqüentemente transportado para a solidão dos pensamentos alheios. E o tempero dos textos varia: pode ser crueldade, ceticismo, esperança, compaixão, amargura, felicidade, tesão, sentimentos e sensações que todo mundo conhece, mas que são difíceis de explicar. A autora sabe transmiti-los e despertá-los muito bem.

Clique aqui para conhecer o blog Não Clique.

Clique aqui para comprar o livro Não Abra.

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Me irrita ver como mesmo a imprensa séria exagera, às vezes, na hora de tornar suas notícias mais chamativas. Li agora na versão online da Ilustrada a seguinte manchete: “Escritor condenado à morte é condecorado pela rainha Elizabeth“. Por fração de segundo, fiquei curioso para ver que história era essa. Achei curioso, estranho, que a rainha homenageasse um homem que, pelo visto, havia no mínimo matado alguém. Na fração de segundo seguinte, veio a luz: “Não! Não me diga que eles estão falando de Salman Rushdie!”. Quis muito estar enganado, mas não estava: a Folha estava mesmo se referindo a Salman Rushdie, o grande escritor, caçado pelo aiatolá Khomeini por sua forma de retratar Maomé no livro “Os versos satânicos”, além de ser autor de “Os filhos da meia-noite”, um dos melhores romances da literatura universal. É lamentável que o nome de Rushdie não seja suficiente numa manchete. E pior ainda é a isca sensacionalista do título, tentando fisgar não os admiradores do escritor, mas sim aqueles que fazem idéia de quem ele seja.

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Tudo indica que a semana que vem será a primeira desde dezembro de 1998 a não ter nenhum livro da série Harry Potter na lista dos mais vendidos do New York Times. Isso é impressionante. Tamanho poder só pode significar que o personagem sai da lista para ficar eternamente no imaginário popular. Parabéns, J. K. Rowling. Nunca li seus livros, mas aplaudo alguém capaz de fazer milhões de crianças lerem avidamente livros de 600 páginas.

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