Será que Warhol estava implorando de joelhos para Hitchcock posar para sua Polaroid, a fim de eternizá-lo em uma serigrafia de cor berrante?
Foto: Everett Collection/Rex Feature
[Via Guardian]
É sempre uma surpresa encantadora quando entramos no Google e a logo do buscador está modificada para homenagear alguém ou alguma coisa. Essas singelas homenagens chamam-se doodles e não acontecem todos os dias, nem em todos os países. Muitos doodles são visíveis apenas para os internautas de determinados lugares. Por exemplo: no último dia 18 de abril, a logo do Google estava adornada com os personagens Emília e Visconde, do Sítio do Picapau Amarelo, para lembrar os 129 anos do nascimento de Monteiro Lobato, mas só quem estava no Brasil viu isso. Existe, porém, uma página oficial do Google onde é possível ver todos os doodles que já foram feitos, em ordem cronológica. Fiquei um tempão navegando nesse site e me dei o trabalho de separar os 30 doodles que mais me agradaram até hoje.
21 de maio de 2010 – aniversário de 30 anos do jogo Pac Man. Clique aqui para ver este doodle em todo seu esplendor: jogável como um game de verdade!

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31 de outubro de 2010 – aniversário de Katsushika Hokusai:

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16 de outubro de 2010 – aniversário de Oscar Wilde,autor de clássicos como “O retrato de Dorian Grey”:

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21 de novembro de 2008 – 110 anos de nascimento do artista plástico René Magritte:

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5 de novembro de 2009 – Homenagem à Vila Sésamo:

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20 de maio de 2002 – Homenagem aos quadrinhos do personagem Dilbert:

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11 de maio de 2011 – 117 anos do nascimento da coreógrafa Martha Graham:

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9 de maio de 2010 – 150 anos do nascimento de J. M. Barrie, autor de “Peter Pan”:

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7 de maio de 2010 – 170 anos do nascimento de Tchaikovsky:

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30 de maio de 2005 – Aniversário de Vincent Van Gogh:

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24 de maio de 2011 – 137 anos do nascimento do mágico Harry Houdini:

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14 de março de 2010 – Dia do número Pi:

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7 de março de 2002 – Aniversário do aretista plástico Piet Mondrian:

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6 de março de 2011 – Aniversário de 94 anos do quadrinista Will Eisner, criador de Spirit:

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29 de junho de 2010 – 110 anos do nascimento de Antoine de Saint-Exupery, autor de “O pequeno príncipe”:

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8 de junho de 2005 – Aniversário do arquiteto Frank Lloyd Wright:

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6 de junho de 2009 – Aniversário de 25 anos do jogo Tetris:

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6 de junho de 2008 – Aniversário do pintor Diego Velázquez:

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28 de janeiro de 2009 – Aniversário do pintor Jackson Pollock:

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4 de janeiro de 2006 – Aniversário de Louis Braille, criador da linguagem universal que leva seu nome e que já foi usada por milhares de pessoas cegas:

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14 de fevereiro de 2011 – Dia dos Namorados:

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11 de fevereiro de 2011 – Aniversário do inventor Thomas Edison:

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8 de fevereiro de 2011 – 183 anos do nascimento de Jules Verne, autor de clássicos como “Vinte mil léguas submarinas”. Clique aqui para ver a versão animada deste doodle – use o mouse para baixar a alavanca e ir descendo cada vez mais fundo no mar:

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3 de fevereiro de 2010 – Aniversário do desenhista Norman Rockwell:

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16 de dezembro de 2010 – 235 anos do nascimento de Jane Austen, autora do romance “Razão e sensibilidade”:

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8 de dezembro de 2009 – Aniversário do cartunista E.C. Segar, criador do Popeye:

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6 de agosto de 2002 – Aniversário de Andy Warhol:

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29 de outubro de 2009 – Aniversário de 50 anos do personagem Asterix:

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15 de abril de 2005 – Aniversário de Leonardo Da Vinci:

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2 de abril de 2010 – 205 anos do nascimento de Hans Christian Andersen, autor de “A polegarzinha”, “O patinho feio”, “O soldadinho de chumbo”, “A pequena sereia”, “A roupa nova do imperador” e tantos outros contos:

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[Via Designlov]
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Não ficou encantador o uso do quadro “A noite estrelada”, de Van Gogh, no pôster do filme “Midnight in Paris”, de Woody Allen?
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Roberto Carlos completa agora 70 anos de vida. Desde a década de 1960, suas músicas embalam as jovens tardes de domingo, as quentes noites dos motéis populares, as altas vendagens natalinas, as celebrações religiosas, as ondas do rádio, as curvas das estradas perigosas, as biroscas mal frequentadas, os lares brasileiros. Quando Roberto já tiver partido, as pessoas citarão seus versos sem nem saber sua autoria, ao curtir detalhes tão pequenos de seus relacionamentos, ao enaltecer seus amigos de fé e irmãos camaradas, ao garantir que daqui pra frente tudo vai ser diferente, ao ensinar que é preciso saber viver ou simplesmente ao esquecer de tentar esquecer. Não fosse Roberto Carlos um tanto avesso à liberação de suas canções para trilhas sonoras, comerciais de TV e regravações, sua obra teria uma penetração inimaginável.
Em homenagem aos 70 anos deste grande nome da nossa música popular, destaco 70 versos que ele compôs e/ou gravou com sucesso e que estão diluídos para sempre no imaginário popular. Não são seus melhores versos, mas os mais famosos, aqueles que todo mundo ouve ou usa fora do contexto de suas canções. São versos com vida própria.
Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
(Quero que vá tudo pro inferno, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965)
O que é que você tem?
Conta pra mim
Não quero ver você triste assim
(Não quero ver você triste, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965)
Eu te darei o céu, meu bem
E o meu amor também
(Eu te darei o céu, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1966)
Estou amando loucamente
A namoradinha de um amigo meu
(Namoradinha de um amigo meu, de Roberto Carlos, 1967)
Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
(Como é grande o meu amor por você, de Roberto Carlos, 1967)
Daqui pra frente, tudo vai ser diferente
Você tem que aprender a ser gente
O seu orgulho não vale nada! Nada!
(Se você pensa, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968)
Meu bem, meu bem
Você tem que acreditar em mim
Ninguém pode destruir assim
Um grande amor
Não dê ouvidos à maldade alheia e creia
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
(Sua estupidez, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969)
Jesus Cristo eu estou aqui!
(Jesus Cristo, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1970)
Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito tempo em sua vida eu vou viver
Detalhes tão pequenos de nós dois
São coisas muito grandes pra esquecer
E a toda hora vão estar presentes
Você vai ver
(Detalhes, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971)
Como vai você?
Eu preciso saber da sua vida
(…)
Vem, que a sede de te amar me faz melhor
(…)
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber…
Como vai você?
(Como vai você?, de Mário Marcos e Antônio Marcos, 1972)
Eu voltei, agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
(O portão, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1974)
Quem espera que a vida seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco ou viver na solidão
É preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver
(É preciso saber viver, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1974)
Olha, você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo, eu gosto mesmo assim
(Olha, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1975)
Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada
Amigo de tantos caminhos, de tantas jornadas
(…)
Amigo, você é o mais certo das horas incertas
(Amigo, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1977)
Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
(…)
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
(…)
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.
(Outra vez, de Isolda, 1977)
Amanhã de manhã
Vou pedir o café pra nós dois
(Café da manhã, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1978)
Você é mais que um problema
É uma loucura qualquer
Mas sempre acabo em seus braços
Na hora que você quer
(Desabafo, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1979)
Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você e as mesmas emoções sentindo
(…)
Se chorei ou se sorri
O importante é que emoções eu vivi
(Emoções, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1981)
Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor é fazer desse amor
O que come, o que bebe,
O que dá e recebe
(Cama e mesa, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1981)
Nossa Senhora, me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino
(Nossa Senhora, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1993)

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Quando me perguntam como foi o show do U2 no Morumbi, sempre respondo dizendo que foi sensacional e inexplicável. Palavras podem descrever, fotos podem mostrar e vídeos podem demonstrar, mas a 360º Tour é uma experiência única no mundo do entretenimento, para ser vivida ao vivo, pessoalmente. Quem não a viveu pode apenas tentar imaginá-la. Ela é um novo parâmetro, o maior espetáculo da Terra.
O palco é uma arena redonda monumental, uma estrutura de formato sem igual, com 60m de altura e onde se apoia todo (ou quase todo) o equipamento de som e luz. A própria plateia é usada como cenário. O telão gigante, com 500 megapixels de definição, é circular e oferece uma visão única e privilegiada do show até a quem está no pior lugar do estádio, mesclando as imagens ao vivo com grafismos e efeitos fascinantes editados na hora. Como se isso não bastasse, o telão ainda se expande em todas as direções, até se tornar um colosso cilíndrico vazado do tamanho de um edifício. O som é projetado para todos os lados possíveis. Os efeitos de luz hipnotizam e preenchem o estádio inteiro, de um jeito que o faz parecer pequeno e deixa o espectador se sentindo transportado para uma dimensão onírica. Passarelas giratórias possibilitam que os músicos passem por cima do público. Unidos, todos esses recursos permitem que o espetáculo assuma as configurações visuais mais diversas e sensacionais – durante a apresentação da música “Vertigo”, por exemplo, luz e vídeo são usados para causar vertigem no espectador, literalmente. E tudo o que o vocalista fala é traduzido simultaneamente em legendas.
Fora tudo isso, há os fatores que não são novidade: a qualidade da banda, o carisma de Bono e a consistência do seu repertório.
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Em 1993, quando passei no vestibular para o curso de comunicação social da UFRJ, eu sabia que estava prestes a entrar em uma das melhores universidades do Brasil, mas nem desconfiava que eu passaria os 4 anos seguintes estudando em um lugar tão bonito. Fiquei encantado com o Palácio Universitário, onde aconteciam minhas aulas, no campus da Praia Vermelha.
O enorme prédio de arquitetura neoclássica era lindo e tinha cerca de 150 anos. Os corredores eram ladeados por belos azulejos azuis decorativos. As paredes eram inacreditavelmente espessas. Conforme eu caminhava por ali, ia descobrindo novas maravilhas: pátios internos quase oníricos, um teatro de arena ao ar livre, escadarias de madeira, gradis de ferro fundido, arcos de pedra, esculturas imponentes de carrara, lustres deslumbrantes, um piano de cauda, tetos decorados, janelas imensas, móveis clássicos, um átrio com piso de mármore geometricamente desenhado em trompe l´oeil, amplos salões ricamente ornamentados, vistas para o Pão de Açúcar e para o Cristo Redentor.
A maior surpresa talvez tenha sido encontrar, ao fim de uma escadaria, uma capela extremamente graciosa dedicada a São Pedro de Alcântara. Não era uma simples capelinha, eram 136 metros quadrados! Eu nunca poderia imaginar que encontraria algo assim por trás de uma das centenas de portas altíssimas da minha faculdade. Uau! Que privilégio!
Por tudo isso, é para mim muito triste saber que muito disso se perdeu ontem em um incêndio. Foram-se a beleza, obras de arte, um riquíssimo acervo da história do ensino superior no Brasil, dissertações diversas. Prefiro nem ver como ficou meu querido Palácio Universitário, cravado em uma enorme área arborizada da elegante Avenida Pasteur, quase à beira da Baía de Guanabara. Fico com a memória visual de suas belezas. Quase tudo que se vê nestas fotos está perdido. Foram-se a Capela São Pedro de Alcântara, o Fórum de Ciência e Cultura, o Salão Anísio Teixeira, o Salão Dourado, o Salão Vermelho, o Salão Muniz de Aragão e outros mais.




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