Roberto Carlos completa agora 70 anos de vida. Desde a década de 1960, suas músicas embalam as jovens tardes de domingo, as quentes noites dos motéis populares, as altas vendagens natalinas, as celebrações religiosas, as ondas do rádio, as curvas das estradas perigosas, as biroscas mal frequentadas, os lares brasileiros. Quando Roberto já tiver partido, as pessoas citarão seus versos sem nem saber sua autoria, ao curtir detalhes tão pequenos de seus relacionamentos, ao enaltecer seus amigos de fé e irmãos camaradas, ao garantir que daqui pra frente tudo vai ser diferente, ao ensinar que é preciso saber viver ou simplesmente ao esquecer de tentar esquecer. Não fosse Roberto Carlos um tanto avesso à liberação de suas canções para trilhas sonoras, comerciais de TV e regravações, sua obra teria uma penetração inimaginável.
Em homenagem aos 70 anos deste grande nome da nossa música popular, destaco 70 versos que ele compôs e/ou gravou com sucesso e que estão diluídos para sempre no imaginário popular. Não são seus melhores versos, mas os mais famosos, aqueles que todo mundo ouve ou usa fora do contexto de suas canções. São versos com vida própria.
Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
(Quero que vá tudo pro inferno, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965)
O que é que você tem?
Conta pra mim
Não quero ver você triste assim
(Não quero ver você triste, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965)
Eu te darei o céu, meu bem
E o meu amor também
(Eu te darei o céu, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1966)
Estou amando loucamente
A namoradinha de um amigo meu
(Namoradinha de um amigo meu, de Roberto Carlos, 1967)
Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
(Como é grande o meu amor por você, de Roberto Carlos, 1967)
Daqui pra frente, tudo vai ser diferente
Você tem que aprender a ser gente
O seu orgulho não vale nada! Nada!
(Se você pensa, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968)
Meu bem, meu bem
Você tem que acreditar em mim
Ninguém pode destruir assim
Um grande amor
Não dê ouvidos à maldade alheia e creia
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo
(Sua estupidez, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969)
Jesus Cristo eu estou aqui!
(Jesus Cristo, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1970)
Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito tempo em sua vida eu vou viver
Detalhes tão pequenos de nós dois
São coisas muito grandes pra esquecer
E a toda hora vão estar presentes
Você vai ver
(Detalhes, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971)
Como vai você?
Eu preciso saber da sua vida
(…)
Vem, que a sede de te amar me faz melhor
(…)
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber…
Como vai você?
(Como vai você?, de Mário Marcos e Antônio Marcos, 1972)
Eu voltei, agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
(O portão, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1974)
Quem espera que a vida seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco ou viver na solidão
É preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver
(É preciso saber viver, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1974)
Olha, você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo, eu gosto mesmo assim
(Olha, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1975)
Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada
Amigo de tantos caminhos, de tantas jornadas
(…)
Amigo, você é o mais certo das horas incertas
(Amigo, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1977)
Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
(…)
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
(…)
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.
(Outra vez, de Isolda, 1977)
Amanhã de manhã
Vou pedir o café pra nós dois
(Café da manhã, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1978)
Você é mais que um problema
É uma loucura qualquer
Mas sempre acabo em seus braços
Na hora que você quer
(Desabafo, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1979)
Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você e as mesmas emoções sentindo
(…)
Se chorei ou se sorri
O importante é que emoções eu vivi
(Emoções, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1981)
Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor é fazer desse amor
O que come, o que bebe,
O que dá e recebe
(Cama e mesa, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1981)
Nossa Senhora, me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino
(Nossa Senhora, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1993)

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