Entre os anos 50 e 80, o fotógrafo francês Guy Bourdin revolucionou a fotografia de moda, elevando-a ao patamar de arte, com suas cores saturadas, enquadramentos atípicos, composições surrealistas, temáticas bizarras, sexualidade ousada e olhar nada óbvio sobre o produto que se pretendia vender. Por tudo isso, Bourdin foi um dos fotógrafos mais influentes de seu tempo. No entanto, seu nome nunca foi tão difundido quanto os de outros colegas de ofício, talvez porque Bourdin boicotava seu próprio legado, recusando todo e qualquer convite para exposição de sua obra ou compilação de seus trabalhos em livro. Bourdin trabalhava para revistas, sobretudo a Vogue francesa, e só permitia que suas fotos fossem apreciadas no contexto das publicações para as quais tinham sido feitas. Ele sequer armazenava suas fotos adequadamente, não se preocupava com isso. Somente após sua morte, em 1991, que sua obra começou a rodar o mundo em exposições. Atualmente, há uma grande retrospectiva de seu trabalho no Museu Brasileiro da Escultura (MuBe), em São Paulo, até dia 31/8. Lá é possível ver como os cliques de Guy Bourdin são incrivelmente atuais.

























Foi o filho do Guy Bourdin que processou a Madonna por ter usado como “inspiração” as fotos do artista no clipe Hollywood. Lindo o portifolio!
=)
Isso mesmo, Igor. E ele é filho único. Se não é ele a defender o patrimônio, já era…
E a Vogue Brasil tem a coragem de errar o nome do fotógrafo na capa:
http://3.bp.blogspot.com/_81O8Z7xRmBE/SpQJenP2gwI/AAAAAAAABdU/BDn7wbkfx2Y/s1600-h/6a00d8341c4f4c53ef0120a5170e32970b-800wi.jpg
Ai, que péssimo, Camila! Mico!
[...] freakshowbusiness Semana passada, publiquei aqui um portfólio do falecido fotógrafo francês Guy Bourdin. Hoje mostro um pouco de sua influência cultural. Qualquer fotografia de moda que aposte em cores [...]