
Augusto Boal morreu ontem e merece que sua obra e suas conquistas sejam lembradas. A lista, desta vez, não vem em ordem de importância:
Direção: Como diretor, Boal esteve à frente de grupos como Arena, Oficina e A Barraca. Dirigiu O noviço, de Martins Pena (1963); Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams (1963); Tartufo, de Molière (1964); Fedra, de Racine, com Fernanda Montenegro (1986); A mandrágora, de Maquiavel (1963); Encontro marcado, de Fernando Sabino (1989) e tantas outras peças.
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Dramaturgia: Boal foi um dos principais dramaturgos dos anos 60. Como autor, nos deixou José, do parto à sepultura (1961); Revolução na América do Sul (1961); Torquemada (1971); Mulheres de Atenas (adaptação de Lisístrata, de Aristófanes, com músicas de Chico Buarque, 1977); Murro em ponta de faca (1978); O corsário do rei (de sua autoria, com letras de Chico Buarque e música de Edu Lobo, 1986).
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Teatro do Oprimido: Com esta sua criação, estudada e difundida no mundo todo, Boal usou o teatro como ferramenta de emancipação política, inclusão social, tratamento da saúde mental, educação e melhoria do sistema prisional.
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Teatro de Arena: A companhia teatral que fez história no Brasil teve Boal como um de seus principais integrantes, entre 1956 e 1970. O grupo deu visibilidade à produção nacional, importou teorias e métodos estrangeiros que revolucionaram o fazer teatral e usou a arte como instrumento de resistência política quando o Brasil mais precisava.
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Seminário de Dramaturgia: Criado no Teatro de Arena por sugestão de Boal, o seminário revelou, nos anos 50 e 60, diversos novos autores nacionais, a começar por Oduvaldo Vianna Filho, com sua peça Chapetuba Futebol Clube, montagem que fez história em 1959.
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Opinião: Boal dirigiu o show Opinião, estrelado por Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão, depois substituída por Maria Bethânia. O espetáculo – marco de nossa história teatral, musical e política – abriu os olhos de parte da elite para as mazelas sociais do Brasil, jogou luz à música feita nos morros, revelou Bethânia e deu origem ao Grupo Opinião.
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Musicais políticos: A partir de Opinião, Boal realizou uma série de musicais que partiam de fatos históricos do passado para protestar contra a política do presente, em tempos de ditadura e tortura. Dirigiu Arena conta Zumbi (1965), Arena conta Bahia (com direção musical de Gilberto Gil e Caetano Veloso, e Maria Bethânia e Tom Zé no elenco) e Arena conta Tiradentes (1968).
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Ensaio: Boal também deixa como herança seu trabalho como pensador do teatro. Entre seus livros estão Técnicas latino-americanas de teatro popular (1975), O arco-íris do desejo: método Boal de teatro e terapia (1990), Teatro legislativo (1996) e 200 exercícios para o ator e o não-ator com vontade de dizer algo através do teatro (1977).
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Política: Nos anos 90, como vereador eleito do Rio de Janeiro, Boal pôs em prática seu Teatro Legislativo, que gerou vários projetos de lei a partir da intrervenção dos espectadores em solenidades simbólicas. O eleitor virava legislador. Entre 1993 e 1996, 14 desses projetos tornaram-se leis municipais.
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Interpretação: Boal contribuiu para uma elevada melhora da qualidade de interpretação dos atores brasileiros ao criar diversos exercícios de palco, importar o método Stanislavski e adotar o sistema curinga, em que todo o elenco de uma peça se reveza em seus vários papéis.

como faço para obter pela internet alguns dos exercicios e jogos do BOAL???????