Ando com saudade de ouvir The Smiths. E lembrei que seus discos não eram bons apenas pela música, mas também pela capa. A arte gráfica dos álbuns e compactos da banda sempre traziam figuras do cinema underground, anônimos em fotos charmosas, celebridades bizarras ou mesmo grandes ícones em fotografias raras. Em geral, era difícílimo identificar a origem de cada capa só de olhar. Pra matar a saudade e a charada que representa cada capa dos Smiths, passeei pela internet e mostro aqui essas belezas devidamente explicadas. As capas foram criadas por Morrissey e Joe Slee, coordenador de arte da gravadora Rough Trade, e mostram imagens, artistas e filmes que inspiraram o líder da banda:
Leo Ford, astro pornô gay, na capa do single Hand in glove (1983)
O ator Jean Marais no filme Orfeu (1949), capa do single This charming man (1983)
O ator Terence Stamp no filme O colecionador (1965), capa do single What difference does it make? (1984)
O ator e garoto de programa Joe Dallesandro no filme Flesh, de Andy Warhol, capa do álbum The Smiths (1984)
Viv Nicholson, inglesa que ficou famosa em 1961 por ter ganhado o que hoje equivale a 5 milhões de libras na loteria esportiva, capa do single Heaven knows I’m miserable now (1984)
Foto de um anúncio de caixas acústicas, do início dos anos 80, capa do single William, it was really nothing (1984)
A capa anterior rendeu problemas jurídicos e o single foi reimpresso com esta outra capa, que mostra a atriz Billie Whitelaw no filme Charlie Bubbles, a máscara e o rosto (1968)
O até então anônimo Fabrice Colette fotografado por Gilles Decroix para uma matéria do jornal francês Libération (1983), capa do álbum Hatful of hollow (1984)
O ator Sean Barrett no filme Dunkirk (1958), capa do single How soon is now? (1985)
Imagem do documentário In the year of the pig (1968), capa do álbum Meat is murder (1985)
A atriz Pat Phoenix na telenovela britânica Coronation Street, capa do single Shakespeare’s sister (1985)
Viv Nicholson (a mesma que ganhou na loteria, vide acima), agora na capa do single Barbarism begins at home (1985)
Robert Duncan em cena de rodeio do filme The uncle (1965), capa do single The headmaster ritual (1985)
Criança desconhecida em cena do filme ucraniano The enchanted Desna (1965), em foto extraída da revista Film and filmaking, capa do single That joke isn’t funny anymore (1985)
O ainda bem jovem escritor Truman Capote, capa do single The boy with the thorn in his side (1985)
O ator James Dean em foto feita por Nelva Jean Thomas em 1948, capa do single Bigmouth strikes again (1986)
O ator francês Alain Delon no filme L’insoumis (1964), capa do álbum The queen is dead (1986)
O ator americano Richard Bradford, capa do single Panic (1986)
A atriz britânica Yootha Joyce no set do filme Catch us if you can (1965), capa do single Some girls are bigger than others (1986)
O ator Colin Campbell no filme The leather boys (1964), capa do single Ask (1987)
Elvis Presley fotografado por seu cabeleireiro J. R. Reid em 1955, capa do single Shoplifters of the world unite (1987)
Adolescentes nos anos 50, em foto de Jurgen Vollmer publicada no livro Rock’n'roll times, capa da compilação The world won’t listen (1987)
O transexual Candy Darling, dos filmes de Andy Warhol, capa do single Sheila take a bow (1987)
A dramaturga britânica Shelagh Delaney, capa da coletânea Louder than bombs (1987)
A mesma pessoa da capa acima, agora na capa do single Girlfriend in a coma (1987)
O ator americano Richard Davalos, capa do álbum Strangeways, here we come (1987)
A atriz britânica Avril Angers no filme The family way (1966), capa do single I started something I couldn’t finish (1987)
O cantor e ator britânico Murray Head no filme The family way (1966), capa do single Stop me if you think you’ve heard this one before (1987)
O roqueiro britânico Billy Fury, capa do single Last night I dreamt that somebody loved me (1987)
A atriz britânica Alexandra Bastebo, capa do álbum Rank (1988)

Capas dos volumes 1 e 2 da coletânea Best (1992), que trazem a mesma foto cortada ao meio, mostrando um casal de motociclistas fotografados pelo ator Dennis Hopper. A foto foi extraída do livro Out of the sixties, lançado pelo ator em 1986.

Capas da versão americana dos volumes 1 e 2 da coletânea Best (1992), com o ator americano Richard Davalos
Os atores britânicos Vanessa Redgrave e David Hemmings no filme Blow up – Depois daquele beijo (1966), capa do CD-single How soon is now? (1992)
A cantora britânica Sandie Shaw, capa do single There is a light that never goes out (1986)
A atriz britânica Diana Dors no filme Yield to the night (1956), capa da compilação Singles (1995)
O boxeador Cornelius Carr, em imagem extraída do vídeo de Boxers (1995), single solo de Morrissey, aqui na capa do single dos Smiths Sweet and tender hooligan (1995)
O comediante britânico Charles Hawtrey, capa da coletânea The very best of The Smiths (2001)
[Fontes principais: The Smiths Iconic Sleeve Covers e Vulgar Picture]

Um de seus melhores posts. Passei o link pra todos os fãs de Smiths q conheço. Deve ter dado um trabalhão, mas isso agora serve até como fonte de pesquisa. Valeu!
Obrigado, Anderson querido. É pra pessoas como você que eu faço posts assim. É um prazer tê-lo por aqui.
Adorei o post , vergonha por não conhecer Smiths mais pela ousadia e o bom gosto de suas capas deve ter sido uma banda fabulosa.
quantas referencias legais em um só trabalho: musica, Andy Warhol, fotografia, mundo gls, cinema e seus astros uma bela junção que só poderia resultar nisso ARTE.
minhas preferidas são a do Truman Capote, a 1° do Richard Davalos
Vagner, minha preferida também é a do Capote.
Trate de ouvir Smiths. É uma banda incrível. Sendo que o melhor são as letras.
Muito foda
E as músicas, Maurício? Mais foda ainda, né?
Muito bom, Alexandre.
Só duas observações: no livro “Songs That Saved Your Life” do Simon Goddard, sobre a capa do single “Hand in Glove”, o modelo seria um desconhecido, fotografado por Jim French e coletado por Margaret Walters para seu livro “The Nude Male”, publicado em 1978. Eu não conhecia esta informação de trata-se de um “astro pornô gay”, de onde saiu esta informação?
E sobre a coletânea “The Very Best of Smiths” com o ator Charles Hawtrey… Tanto a coletânea quanto a capa não foram reconhecidas por Morrissey e Johnny Marr, acho que ela nem deveria estar ao lado das outras, tanto por destoar (é de longe a mais feia) quanto por não ter sido escolhida pelo Morrissey.
Retificando:
O nome do modelo da capa do single “Hand in Glove” é George O’Mara, fotografado por Jim French.
fonte: http://www.morrissey-solo.com/article.pl?sid=03/05/13/0651259
Excelente, muito bom mesmo !!!
Obrigado “freakshowbusiness”.
Prova de que The Smiths é muito mais que um som muito bom, mas que mesmo com coisas simples como as capas dos discos nos incentiva a crescer culturalmente.
Morrissey é um cara que eu gostaria de bater um papo tomando uma cerveja e fumando um cigarro. O cara deve ter muita coisa de interessante para contar não acha ?
Bela pagina, passei meio que sem querer, mas vou visitar sempre e divulgar !!
Valeu mesmo !
Eu que agradeço, Tiago. Seja bem-vindo!
Smiths são o máximo. O Morrissey deve ter mesmo muita coisa para contar. Mas, se for tomar chope com ele, cuidado, pois o cara é cheio de esquisitices também. rs
Um abração!
Excelente este post!
Sempre tive curiosidade de saber de quem eram aqueles rostos e o por quê de determinada foto ser de tal capa. Adorei!
Mesmo!
Andei ouvindo muito Smiths ultimamente…Engraçado…
E quem ainda não ouviu a banda: OUÇA NO VOLUME MÁXIMO!!!!!
Parabéns Freakshowbusiness!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vellinho, foi porque você voltou a ouvir Smiths que eu voltei também e fui atrás das capas, das quais tanto sinto saudade. ;)
Amo Smiths, amei as capas ! Parabéns pelo belo trabalho de seleção .
Obrigado, Ivi!
The Smiths, eu adoro o som da banda, as capas os videos clips. Tenho a Coleção completa dos Smiths e Morrissey, som que não da pra ficar sem ouvir.
bellíssimo e cuidadoso post,lembrando do inspirado trabalho dos Smiths que reuniram letras,canções,capas de discos,danças,polêmicas,atitudes e guitarras que influenciaram toda uma geração e influenciam até hoje.O que chama atenção nas capas dos discos(além das personalidades,é claro)são as cores frias em tom pastel que remetem a uma inocência perdida típica dos anos 60 que foi muito cultivada por Morrissey e compania.
Obrigada pelo lindo post. The Smiths é uma das bandas da minha vida.
Bons, longos, magicos tempos. Parabens pela iniciativa….
The Smiths as músicas desse cara é Show!
Pena q eu ñ nasci há 30 anos atrás pra curtir melhor a época de The Smiths!
eu amo os smiths e morrissey tive o grande prazer de poder acompanhar a sua passagem pela decada de 80 era inesplicavel as discotecas dauela epoca tocavam muito smiths eu ficava louco imitando morrissey e ate hoje acompanho morrissey tenho dvds dos smiths e do morrissey eles vao fazer parte da minha vida para sempre espero ainda poder ir a um show do morrissey ainda uso sempre uma camiseta com estampa com o maior orgulho fico muito feliz de saber que ainda tem pessoas que gostem de boa musica um grande abraço a voces
Caro Freak,
Tempos atrás coloquei umas três capas dos Smiths no Orkut e mais recentemente procurei mais delas no Google. Eis que chego ao seu blog e encontro simplesmente TODAS. E o que é melhor: com referências.
Smiths marcou minha adolescência, usava topetão, camisa da banda e até hoje é impossível não sair dançando ao ouvir a voz de Morrissey.
Fui no show dele no antigo Olympia em São Paulo anos atrás, mas fiquei decepcionado. Esperava ouvir músicas da banda, mas ele insistiu em tocar músicas próprias. Não que não fossem boas, mas queria muito ouvir SMITHS, catso!
Se não se importar, vou preencher o que faltava das capas com o material que você postou aqui (claro que citando a fonte).
Abraços,
Luciano
Luciano, fique à vontade. Afinal, as capas não são minhas. rs
Ozwalld
Caro , freak , eu fiquei muito emocionaldo quando vi, parecia quando eu peguei o disco the queem is dead pela primeira vez , muita sede e rebeldia, gostava de sair todo rasgado com camisao e cabelos cortados do lado tipo cabeca de camurca , eu so queria dizer que contiune assim , eu nasci ouvindo todas essas bandas dos anos 80 desde A ate Z. Mas as que marcaram realmente todos sabem quem foi.
abraco,
Sensacional…
Adorooooooooooooo essas referencias da cultura gay inglesa que eles faziam!!!
Parabéns pelo grande trabalho de pesquisa. Idéia: selecionar uma minibiografia de cada pessoa fotografada e lançar tudo isso como livro ou de algum outra forma oficial… certamente vai ser interessante e pioneiro!!
Um abraço!!
excelente compilação de capas, um belo trabalho. seria interessante acrescentares que as capas das compilações não foram aprovadas pelo mozz, até onde eu sei.
Meu querido amigo,
que belíssimo trabalho. Todos os fãs agradecem e muito.
Gostei tanto que até fiz referência no meu blog.
Feliz Ano Novo!
Abraço.
César
César, que saudade de vc!
Fico feliz por ter gostado. E por vc ter aparecido por aqui.
Um abração!
belos e magnificos perduram por todo o planeta deeixando saudades, belos e apaixonantes,são eternos eternos………….beautiful………
Tudo isso é maravilhoso !!! Todas as músicas, letras, as capas são fantásticas. Todos os comentários acima são ótimos. Gosto quando descubro alguém que tbm gosta dos Smiths. Sem dúvida nenhuma, a melhor banda de todos os tempos. Curti nos anos 80 e continuo curtindo Morrissey até hoje. Ninguém consegue nos tocar tanto com suas melodias e letras sensacionais. Viva Morrissey. Fantástico!!
Excelente post. Parabéns =)
Fico feliz por ter gostado, Sher.
Pô cara valeu vc me fez ir ao tunel do tempo na minha adolescencia the smiths foi d+++++++++ para uma das melhores bandas dos anos 80.
Oi,
tenho a impressão que onde se lê “casal de ciclistas” deve ser casal de “motociclistas”. Suponho que o tradutor leu “biker” ou algo assim e se enganou. Eles não tem definitivamente cara de atletas. :D
Abraços do Alessandro.
Alessandro, obrigado por avisar. Eu me enganei mesmo. Corrigi lá. Grande abraço!
Sensacional. Mandou muito bem. Valeu mesmo!!
Valeu, Pedro. Volte sempre!
Sensacional. Vc ganhou um leitor assíduo depois desse post. abs
Que bom, Gilberto! Leitor qualificado é sempre bom!
Oi, Alexandre. Tudo bem? Achei incrível o post. Posso reproduzi-lo com o devido crédito no http://www.finissimo.com.br/mariatanamoda ? Tomara que sim. Grande abraço.
Obrigado, Dalila. Que bom que gostou.
Como este post é fruto de pesquisa minha, e deu um trabalhão, o melhor seria você reproduzir apenas uma pequena parte dele, dando link pra cá. Por exemplo: você reproduz 4 ou 5 capas de que gosta mais, com o texto, e diz que no meu blog é possível ver todas as capas de toda a discografia dos Smiths com seus respectivos detalhes, dando link pra cá.
obrigado, uma verdadeira galeria de arte homoerótica e outras obsessões do Moz
A casa é sua, Hugo!
a última capa, do “the very best of the smiths” (2001) de fato é muito ruim, e não tem nada a ver com as outras escolhidas pelo morrissey.
De fato, David, ela destoa do conjunto da obra. Imitação é sempre imitação…
pow, sera se e muito lhe pedir que em cada capa
colocasse o nome das musicas , ou mim manda algum site
que contem as musicas do the Smiths , para Baixar
mas de qualquer jeito , muito obrigado
Celso
Celso, não me leve a mal, mas… É pedir muito, sim. rs
Realmente bem legal!
[...] além de ser uma banda inglesa dos anos 80 liderada pelo Morrissey, é uma das bandas que tem as capas de discos mais legais que eu já vi. Minha preferida é a da coletânea Best…, lançada em 2002, cuja [...]
Excelente!!!!