
Na semana passada, a TV Globo divulgou comunicado oficial informando o afastamento do ator Fábio Assunção, então protagonista da novela Negócio da China. Sempre que abordado sobre isso, Fábio prefere não falar, por se tratar de assunto pessoal. É um direito dele. Suas únicas palavras foram estas:
Em respeito ao enorme público que acompanha a minha trajetória profissional, aos colegas que tanto prezo e a imprensa, informo que, por motivo de saúde, deixo por prazo indeterminado a novela Negócio da China.
Meu carinho a todos e meu pedido que respeitem esse momento de luta, preservando minha família.
Que Deus ilumine meus passos na minha recuperação e com a confiança de que o mais breve possível estarei de volta para esse público que tanto amor me dá.
E eis que neste domingo chega às bancas a revista Veja com o ator na capa e a seguinte chamada: “A luta pela vida – O drama do ator Fábio Assunção para se livrar da cocaína é um alerta aos que minimizam o poder destruidor das drogas”. Na minha opinião, esta é uma das capas mais infelizes de uma revista que tem décadas de tradição em capas infelizes.
Se Fábio Assunção é mesmo viciado em cocaína - como tanto se especula - e está morrendo – como a chamada da capa sugere -, isso é um problema (gravíssimo) dele. E se ele não quer falar no assunto, ou não quer que sua família e seus amigos saibam, ou prefere esconder isso do público, ele tem esse direito. E merece ser respeitado, uma vez que Fábio nunca propagandeou o uso de drogas ou qualquer outro estilo de vida destrutivo, o que poderia influenciar negativamente uma quantidade imensa de pessoas.
A reportagem da Veja diz:
Fábio está longe de ser um encrenqueiro ou de fazer o marketing do vício, como a cantora inglesa Amy Winehouse. Não se pode dizer, no entanto, que não tenha responsabilidade sobre seus atos. Para o imenso público cuja admiração ele conquistou, sua recuperação pode ser um poderoso símbolo de vitória contra o vício.
Sim, a revista está certa, mas está errada em acreditar que tem o direito de chamar Fábio Assunção à responsabilidade e de expô-lo dessa forma. Cabe a ele decidir como lidar com seus problemas. A revista se mostra bem-intencionada, preocupada com suas dezenas de milhares de leitores, mas parece não ter se preocupado em dar um exemplo de ética, valor fundamental para uma publicação de tão grande alcance.
A matéria fala muito mais de Fábio Assunção do que do problema de saúde pública representado pelas drogas. Explorou-se mais o famoso do que o assunto. Não é à toa que não há uma única declaração do ator ou de seus familiares na matéria. Há, sim, uma declaração de Cláudia Abreu, ex-mulher de Fábio, mas, pelo que conheço dela e da revista, desconfio que a atriz não fazia idéia de que estava dando um depoimento para uma matéria de capa sobre a suposta luta de Fábio contra a cocaína.
Aproveito para relembrar algumas das piores capas da Veja:
29/05/1974: A fixação da revista por matérias sobre emagrecimento e boa forma é antiga. Esta, em seu aspecto gráfico, é de especial mau gosto. Não fosse pela chamada, “Tudo para emagrecer”, qualquer um pensaria se tratar de um crime horroroso.
27/01/1982: A morte precoce e inesperada de Elis Regina causou comoção na época, mas não motivou a revista a falar da perda da maior cantora do Brasil, e sim da “tragédia da cocaína”. A imensa perda cultural ficou em segundo plano, se tanto.
23/03/1988: A revista sempre apoiou a direita, mas caprichou nessa capa histórica que ajudou a construir a imagem de Fernando Collor de Mello como um mítico caçador de marajás, exemplo solitário e grandioso de político honesto. Deu no que deu. Mas, verdade seja dita: Veja não estava sozinha nessa – a grande imprensa apoiou Collor em peso.
26/04/1989: O cantor Cazuza ficou tão transtornado com esta capa da Veja, que chegou a ser hospitalizado. A entrevista que ele dera à revista foi usada de forma reprovável. Na capa, um Cazuza assustadoramente cadavérico ilustrava a sensacionalista chamada “Uma vítima da aids agoniza em praça pública”. A abertura da matéria decretava sua morte: “O mundo de Cazuza está se acabando com estrondo e sem lamúrias. Primeiro ídolo popular a admitir que está com Aids, a letal síndrome da imunodeficiência adquirida, o roqueiro carioca nascido há 31 anos com o nome de Agenor de Miranda Araújo Neto definha um pouco a cada dia rumo ao fim inexorável. Mas o cantor dos versos ‘Senhoras e senhores / Trago boas novas / Eu vi a cara da morte / E ela estava viva’ faz questão de morrer em público, sem esconder o que está se lhe passando.” A repórter Angela Abreu, uma das responsáveis pela entrevista, se demitiu ao ver o que fora feito de sua apuração (na Veja, as matérias não são escritas por quem as apura, mas por redatores que recebem a apuração já pronta).
15/09/1993: A revista gosta de brincar com obras de arte clássicas para ilustrar toda variedade de assuntos em suas capas. Geralmente, o resultado é sofrível. Este Pensador de terno e maleta é apenas um exemplo, de fazer Rodin revirar no túmulo.
17/08/1994: Fernando Henrique Cardoso foi eleito presidente do Brasil pela primeira vez em outubro de 1994. No entanto, dois meses antes, a revista já o elegera em matéria de capa um tanto antecipada: “A infância de um vencedor – Como viveu até a adolescência o próximo presidente do Brasil”. Coisa feia de se fazer.
13/03/1996: Quando os Mamonas Assassinas morreram todos juntos em um acidente de avião, a revista publicou esta capa: “A injustiça da morte no auge”. Se foi acidente, de que injustiça a Veja estava falando? Injustiça divina? Do destino? Quem teria sido injusto, afinal?
24/04/1996: Foi acertado falar do massacre de Eldorado dos Carajás, uma carnificina que jamais deveria se repetir. Mas foi um bocado desnecessário estampar a capa com a foto de um cadáver ensangüentado, tão de perto. Talvez a intenção fosse chamar atenção para um crime grave ou obrigar o povo a encarar a realidade. Mas há maneiras mais respeitosas e eficazes (e difíceis) de fazer isso.
17/09/1997: “Eu fiz aborto”. Para ilustrar essa chamada, não sei o que foi mais inadequado: se os rostos felizes e sorridentes de algumas famosas, ou se as feições culpadas de outras.
19/01/2002: Com a morte de Cássia Eller, o assunto é, mais uma vez, o terror das drogas, não a grande e precoce perda de um talento que faria muita falta.
06/04/2005: A morte de João Paulo II foi ilustrada com uma horrenda e desnecessária expressão de dor do papa. A grandeza ficou só no título.

Que beleza este trabalho..ainda bem que temos pessoas olhando e reolhando estas efemérides estampadas no cotidiano que de certa forma produz verdades estereotipadas sobre nossa barbárie social. Este é o caminho humanizar o ser sempre! Boa supresa este blog e parabéns!
Otimo post
a pior parte é o discurso psudo-compreensivo, tentando disfarçar o sensacionalismo como um manifesto de apoio ao Fábio Assunção….freakShowBusiness…
Essa pseudo-revista é lamentável. O duro é que existem pouquíssimas opções de qualidade para substituíla…
meus parabens , são capas que vão emocionar o brasil
Embora concorde com sua análise da última capa da Veja, não posso dizer que compartilho da mesma opinião em relação a todas as outras.
Focando em só uma delas, acredito que a edição sobre o Papa teve uma excelente capa. Diz-se que uma grande foto é aquela que capta um momento único e significativo. A imagem de João Paulo II é chocante? Sim. Mas também representa singularmente aquilo que pautou sua vida, uma dedicação extraordinária a sua fé e religião.
É facil dizer que a foto agonizante representa um tipo de sensacionalismo – e pra falar a verdade, até concordo com esse ponto de vista. Mas a imprensa não pode se esconder atras de um véu de “puritanismo e castidade”, por assim dizer. Claro que bom senso é necessário (o que obviamente faltou a última edição de Veja), mas acredito que uma imprensa reclusa e hesitante é tão ruim quanto aquela que produz tablóides sensacionalistas com material provindo dos paparazzi.
Diria ainda que a capa sobre João Paulo II seria ainda melhor se o redundante subtítulo fosse omitido.
De qualquer maneira, parabéns pelo blog!
Muiuto bom esse post, tá rodando a web :P
a de Cazuza, é top-escrotidão.
e no fundo todo mundo sabe o que significa essa capa gigantesca.
Adorei a sua coletânea. Tem uma que discordo, mas é realmente irrelevante tendo em vista tantas capas infelizes.
Gostei muito do post.
Abraços,
Como uma foto de um velhinho agonizante pode “representar singularmente aquilo que pautou sua vida, uma dedicação extraordinária a sua fé e religião”?
A veja só fez o que ela sempre fez, e que a maioria dos blogs recentemente vêm fazendo, que é produzir matérias (no caso da veja) ou fazer ctrl c ctrl v, no caso dos blogs ao replicar noticias de escandalos ou que seja apreciáveis ao grande público ignorante.
É notório que o brasileiro padrão não sabe diferenciar a verdade da fantasia, o engodo do real e adoram noticias do tipo da menina que foi assassinada em Santo André.
E assim caminha a humanidade…
não conhecia essa capa do papa e achei repulsiva… por que colocar uma pessoa cofrendo na capa? essa pessoa não tem coração…
vitoriabernardi.wordpress.com/
A corrente virtual das idéias que não existem…. para não dizer a velha palavra alienação…. Mas, você definiu elegantemente a verdade: foi INFELIZ… parabéns e vou indicar este post no meu blog hoje….
até
Representa sua filosofia de vida ao mostrar que, mesmo sofrendo imensamente, optou por continuar a realizar suas funções de sumo pontífice (a foto foi registrada durante sua última aparição pública).
Para Joao Paulo II, dedicar-se a sua fé e religião era mais importante até que seu bem-estar físico.
Pelo jeito o subtítulo não é tão redundante quanto eu imaginava…
Seus comentários sobre as capas são tão vazios, superficiais e descartáveis que você deveria ser redator na Veja. Um exemplo de ódio e amor pelo inimigo/admirado.
Parabéns ou não?!
“dedicar-se a sua fé e religião era mais importante até que seu bem-estar físico.”
Como se Karol Wojtyla ainda pudesse responder por seus atos.
Vejamos, ele era um senhor de 85 anos, sofria de mal de Parkinson, nos seus dois últimos anos já não podia respirar normalmente, teve laringo-traqueíte aguda, foi submetido a uma traqueotomia (esse é o nome?), o levavam para todos os lados e… morreu.
Em qualquer outro lugar do mundo a família desse senhor seria processada por abuso.
Karol era um grande “Papa” mas bem que poderia renunciar (ou que fizessem por ele, já que não acredito que ainda possuisse razão) para cuidar-se e isso não o faria menor.
Curioso! Realmente curioso. Eu não consigo entender o motivo de tanta indignação. Ainda não li a reportagem, mas de qualquer forma, vou afirmar que vivemos na país da hipocrisia.
A mesma hipocrisia que mudou o nome de favela para comunidade. Ficou mais bonitinho, né??? Mas, a vida das pessoas que moram na “comunidade” melhorou, depois que mudou de nome?
Li que a reportagem de Veja expõe de forma desnecessária o ator Fabio Assunção, por quê??? Acho que uma pessoa pública pode sim contar sua história e ajudar muitas pessoas…A revista Veja sofre uma perseguição por muitas vezes dizer coisas que vão contra a filosofia dos “hipócritas de plantão”. Claro, como é uma revista que prega abertamente a importãncia da educação, a meritocracia, respeito a propriedade, liberdade de expressão, ela acaba indo contra a uma certa fatia da sociedade.
Então, tá!!! Fiscais da moralidade, segue abaixo uma lista com outras publicações para a devida fiscalização dos ilustres:
Isto é!
Época
Carta Capital
Caras
Contigo!
Capricho
Quem
Playboy ( as mulheres que lá estão são mostradas em poses que denigrem suas imagens kkkkkkkkkkkkkkkk)
Sexy
Dicionário (esse nem precisa de supervisão, brasileiro não gosta de dicionário)
bjos a todos!
Alexandre, acho que nossa indignação com a Veja é porque a revista teve um papel importante durante a ditadura, mesmo sendo conservadora.
As capas que vc escolheu mostram bem como é a posição da revista. Acho que as chamadas da Cassia Eller e da Elis estavam corretas. A perda cultural ficou obliterada pelas mortes por overdose. Não adianta fingir que o uso de drogas é inócuo e que não é puxado por lead da matéria. A morte delas foi chocante mesmo.
Mas alguém que está sofrendo um problema pessoal, que não faz apologia de sua dependência, ser exposto desta forma – e ainda ser chamado à razão por uma revista – deveria responder na mesma moeda, processando a publicação por invasão de privacidade. Ninguém deve passar por tal constrangimento.
Alexandre,
Bastante interessante esse seu levantamento das capas da revista Veja, que de fato escorregou feio em várias delas, como a do Cazuza e a do Papa.
No entanto, ao ler o seu texto, não pude deixar de perceber que você se contradiz quando fala das abordagens da revista sobre drogas (e as perdas que elas provocaram).
Na capa da Fábio, você critica a revista por falar muito mais do Fábio do que “do problema de saúde pública representado pelas drogas”, e afirma que a revista teria “explorado mais o famoso do que o assunto”. Concordo com você que a capa é infeliz e a abordagem também, ainda mais quando o próprio Fábio não teve espaço ou não quis se manifestar sobre o assunto.
Mas, quando você nos mostra as capas de Elis e Cássia Eller, afirma que a morte da primeira “não motivou a revista a falar da perda da maior cantora do Brasil, e sim da “tragédia da cocaína”. A imensa perda cultural ficou em segundo plano, se tanto.”
Em relação à Cássia, você julga a revista outra vez por ter abordado “o terror das drogas, não a grande e precoce perda de um talento que faria muita falta.”
Pois bem, concordo com você em relação à capa do Fábio, mas discordo que a revista tenha pecado quando o assunto foi a morte de Ellis e de Cássia. Como você mesmo disse, as drogas são um problema de saúde pública, logo, como jornalista, acredito que a morte de grandes ídolos em função do vício em cocaína ou seja lá o que for, pauta a revista para abordar o assunto como um todo, e não apenas focado na morte de uma única pessoa.
Se um ídolo da juventude morre porque usava drogas (Seja Cássia, Ellis ou qualquer outro), é obrigação da revista, dada a circulação que tem em território nacional, de alertar, informar e esclarecer a população sobre o assunto.
É óbvio que o país sofreu perdas culturais, mas o problema das drogas precisa estar em primeiro plano, porque atinge milhares de pessoas, não apenas a Cássia ou a Ellis. A morte delas é o “gancho” para um assunto muito mais grave, presente nos lares de muitos brasileiros, que sofrem com o vício e a perda de entes queridos.
Caberia sim matérias focadas na “imensa perda cultural” decorrente do falecimento das duas; mas isso não quer dizer que a revista tenha errado em abordar “a tragédia das drogas” nessas capas.
Por isso é que digo que concordo com você em relação às capas do Fábio e do Cazuza; sensacionalistas e sem qualquer ética profissional. Essas sim, perderam a oportunidade de falar do drama das drogas, usando como gancho o drama pessoal dos ídolos. (Você deve se lembrar do Segredo da Pirâmide; que nos ensina a abordar o singular, o particular, e por fim, o universal).
** No mais, é comum (não apenas à imprensa) dar aos artistas o devido valor muito tempo depois de suas mortes. Em 1982, talvez, a Ellis não era tão respeitada como é hoje. Como eu disse anteriormente, a morte dela renderia mais de uma matéria, mais de uma abordagem. Drogas, perda cultural etc.
Enfim, não sou fã da VEJA e nem poderia, mas acredito que como profissionais, devemos analisar cada situação sem generalizar os fatos.
Um abraço,
Talita.
“Como se Karol Wojtyla ainda pudesse responder por seus atos.
Vejamos, ele era um senhor de 85 anos, sofria de mal de Parkinson, nos seus dois últimos anos já não podia respirar normalmente, teve laringo-traqueíte aguda, foi submetido a uma traqueotomia (esse é o nome?), o levavam para todos os lados e… morreu.”
A saúde do Papa era obviamente frágil, o que não quer dizer que seu estado cognitivo estava alterado. Ou seja, de nada serve especular que ele não possuía condições de tomar decisões pro si próprio. Ao que tudo indica (e eu sei que isso também é uma especulação), ele mantinha-se sim consciente de seus atos.
Para poder ser caracterizado como abuso, seria necessário, no mínimo, um exame do estado mental que atestasse a incapacidade do indivíduo em questão. Além disso, o abuso em si teria que ser demonstrado.
Não estou dizendo que concordo com as atitudes do Papa durante o fim de sua vida. Para dizer bem a verdade, concordo contigo quando diz: “Karol era um grande “Papa” mas bem que poderia renunciar (ou que fizessem por ele, já que não acredito que ainda possuisse razão) para cuidar-se e isso não o faria menor.” Só acredito que o fato de ele ter essa dedicação extrema à sua fé é um retrato muito simbólico do homem que ele foi.
e os esquerdinhas como sempre desviando o foco da capa da Veja.
Fabio é um viciado famoso… quer se recuperar, enqaunto a turma dos vermelhinhos esperneiam para que a droga seja liberada!
entenderam… comunistazinhos limonadas?
Concordo com algumas capas…outras nem tanto!…mas valeu.
reescrevendo meu comentario:
Concordo com o que vc disse sobre algumas capas…outras nem tanto! mas Valeu!
Em relação à capa do Fábio, concordo que foi de certa forma uma intromissão exagerada, algo feito à revelia do ator, o que não aprecio.
Já a do Cazuza, pela reportagem em si e pela foto feita com total consentimento, acredito que tenha sido feita exatamente de acordo com sua vontade. Apenas a chamada de capa achei pesada demais.
A capa sobre FHC, por incrível que pareça já que ninguém comentou sobre ela, foi a que achei mais horrível visto que foi um absurdo chamá-lo de “futuro presidente do Brasil”.
As de Elis e Cássia Eller absolutamente normais, focando na morte chocante e, em minha opinião, absurda morte por drogas.
E a do Papa eu entendi exatamente da mesma forma que o uratani, ou seja, a foto demonstra que ele foi um religioso que prezava mais a função do que sua própria saúde, sua vida particular.
Abraços!
Tudo o que parte de uma revista de histórico nefasto, com gente do pior caráter por trás de sua produção evidentemente é sempre motivo de desconfiança. Por isso entendo a escolha de certas capas dentre outras que são obviamente aquilo que a Veja sempre mostrou: um produto/resquício de um regime político elitista ditatorial, corrupto (como sua editora sonegadora de impostos), fascista, da ala nazista da Igreja Católica e mais um meio de propaganda de políticos ligados à UDR e mais outros bandidos que destruíram e destroem este país.
Depois de anos e anos de matérias que vão do odioso (a do Collor, FHC) até ao lamentável (Cazuza), a Veja parece ter definitivamente caído no ridículo para o público que lê. Está desgastada por completo. Virou motivo de piada por suas posições políticas retrógradas (eles acham que o PT fará alguma revolução até hoje), por sua moral preconceituosa, suas capas panfletárias… nada que mereça muito de nosso tempo… apenas a memória de um tipo de personagem (mídia pró extrema-direita) que temos de desmascarar e anular em poder de alcance… pois se há leitores, ainda, – dessa porcaria, eles são analfabetos políticos.
E trabalhos como esse alavancam essa discussão, essa consideração. Por isso, desde já, os cumprimentos por ele.
Algo que esteja fora de contexto (vivem na Guerra Fria), desrespeita as minorias e sua autonomia de fazer a vida como querem em prol de interesses totalitários é digno de repúdio.
Como chegar aos ignorantes? Seja extremista religioso, seja anticomunista, seja esmagador dos que reivindicam direitos civis. Esse é o caminho trilhado por esse ora trágico, ora cômico (ironia) dejeto social de nosso meio.
A propósito. Vi que alguém disse que a revista defendia a educação, a meritocria… e que era contra certa fatia da sociedade…
Sim, a educação que está atrás do Quênia. A meritocracia do QI (quem indica) nas empresas e nos cargos públicos. E sem dúvida essa fatia da sociedade que ela desrespeita deve ser de uns 97%. Os que notam esse desrespeito sim, talvez 5%. Claro que tem aqueles que não conhecem a revista ou já ouviram falar mas não se interessam… sorte deles, talvez… menos momentos infelizes para se viver, menos do que se envergonhar…
A capa da Revista que trata da morte da Cassia Eller é no minimo oprtunista, visto que depois foi constatado que a causa da morte foi em decorrencia de sucessivas paradas cardiorespiratórias, tendo inclusive a promotoria arquivado o inquérito após o laudo, refutando as afirmações da matéria.
Enfim, profissionalismo de quinta! E as capas quase sempre são de um mal gosto imperdoável.
Infelizmente o povo brasileiro engole o que a mídia a’lhe enfia pela garganta sem sequer mastigar”.
A revista tem essa proposta de trabalho focada em invasões abusivas da vida alheia porque é o tipo de reportagem que atrai o povo.Infelizmente o mundo capitalista é muito cruel! Eles não querem saber os danos que causarão essas exposições ridículas que fazem na vida das pessoas focadas (danos morais,psicológicos,etc),o que importa é vender revistas.
Essa política pseudo-humanista da Revista Veja me irrita profundamente!
Parabéns ao autor do blog.
Eu realmente não entendo quem compra um ”porcaria dessa”
A mídia no geral agride quando quer alguém, usa e abusa de fatos e acontecimentos desagradaveis. Para vender mais ? Para aparecer mais ?
Isso me revolta !!!!!!
obs.: Parabéns ao criador do site. Descobri aqui que não sou a unica a despresar esse tipo de reportagem.
venho por meio desta, falar sobre o que o senador Jarbas Vasconcelos falou do próprio partido dele na capa da revista Veja do dia 16/02/09 ; eu que sou pernambucano e conheço cada político do meu estado, vejo que o senador teve a coragem de tirar a própria máscara e adimtir que faz parte de um partido corrupto, igual a ele mesmo. ja que, no passado, ele se gabava de se achar o único político com ética e moral, mas não passa de um mentiroso. o que ele quer com isso, é ser expulso do partido para não disputar o governo contra o nosso bom governador Dr Eduardo Campos; ja que o mesmo admtiu que não tem disposição para disputar o governo, e acha melhor ajudar na eleição do Serra para presidente; pobre senador, ja que agora ele não tem como usar a mentira dos “precátorios” como o fez para derrotar o saudoso governador dr Miguel Arraes; eu estava ansioso para ver esse Jarbas levar uma boa “lapada” nas urnas de Eduardo Campos.
[...] passado publiquei um post aqui linkando para um outro post que comentava sobre as piores capas da Revista Veja. Volto a comentar o assunto quando a Veja [...]
Muito bom essa crítica. Parei de ler Veja a um bom tempo e sempre que vejo as capas parece que se trata de uma revista de Piada de Dreita. Duas que me assustaram foram a do Obama com a Bandeira dos EUA com a Foiçe e o Martelo e o Lula 2016.
Ouvi dizer que nunca um Negro tinha aparecido na capa da Veja. Nem Pelé. Não sei se é verdade…
A história sobre negros nunca terem aparecido na capa da revista não é verdade. Pelé, Gilberto Gil e muitos outros já estiveram na capa da revista.
Ótima essa abordagem sobre as capas da Veja…sensacional..e ainda consideram como a maior revista do Brasil!!! tenho uma sugestão, olhe a capa do dia 03 de junho de 2009..sobre o acidente do Air France….simplesmente ridiculo!!
bem essas capas inclusive a do cazuza mostra o tanto q a veja quer usar temas dramaticos para ser sensacionalista.
O nome deveria ser NÃOVEJA
As capas sobre artistas e suas mortes por culpa das drogas seria pra dar um exemplo aos que querem se aventurar nesse mundo. Claro que isso deterioraria a imagem dos estampados ali, mas se a “lição” funcionasse, este seria um mal necessário (só que não é o que acontece, já que muitos jovens se espelham em seus ídolos, por exemplo).
Sobre a possibilidade de falar sobre o legado que eles deixaram, seria uma boa. Mas SÓ falar sobre isso teria um aspecto mais publicitário do que crítico (e as drogas seriam um assunto abordado, nesse caso).
Mas, como dizem por aí, uma revista não é feita apenas de capa. Ela pode estar deprimente, mas chamaria a atenção e venderia mais. O conteúdo é o que importa (e não estou falando necessariamente que a Veja se aplica bem a esse aspecto).
A Veja gosta de expor a miséria alheia, mostrar os intestinos. Se mostrasse os seus próprios federia revelando seu estado de putrefação. As capas com Elis e Cassia Eller são desrespeitosas, agressivas, reduzem grandes ídolos da nossa música a drogados. Só isso. A de Cazuza chega a ser desumana. A de FHC revela o puxa-saquismo da revista, ao menos é reveladora. A de Collor é memorável, vai ficar na história sobre o papel da imprensa brasileira golpista. Lamentavel em todos os sentidos, não é atoa que cada vez mais a Veja sobra nas bancas de revistas. Daqui mais um tempo vão dar prêmios para quem assina-la, tal qual faz a moribunda Seleções.
[...] Mais sobre as piores capas da revista Veja [...]
[...] Veja aqui um dossiê completo sobre as piores capas da Veja. [...]
Veja a revista da elite.
Há um tempo não vejo uma publicação tão interessante, com coletagem tão bem feita quanto essa. Fato é que a revista Veja alcançou um status de REVISTA CLASSE A tão alto que seus editores já não se apegam tanto a detalhes como qualidade da notícia tampouco com o compromisso estético do que vão publicar em suas capas. Posso estar enganada.. mas me parece um imprensa marrom travestida de revista super-cult. Por favor… temos de ser mais responsáveis com o que lemos… mais ainda com o que escrevemos…
Apoiada, Ana Lívia!
te convido a conhecer meu blog. Abraços.
Sou assinante de Veja há mais de 1 ano. Como tinha o costume de ler a revista uma vez ou outra, não concordava muito com as críticas negativas que costumava ouvir sobre a revista. No entanto, ao ler todas as semanas por mais de 1 ano, passei a observar que a revista se utiliza, com muita frequência, de vocabulários grosseiros, pesados, que desvirtuam completamente o papel meramente informativo e impessoal que uma revista séria deveria ter.
Acho que as pessoas que seguem Veja e a defendem deveriam fazer um comparativo entre as edições atuais de Veja (a partir do início do atual governo) com as edições do ano de 1994-2000 (durante o governo FHC) para perceberem o quanto a revista tem algumas de suas matérias direcionadas pela conveniência de certos partidos políticos. Gostaria que vocês atentassem para a capa da edição de 17 de fevereiro de 2010. Essa edição traz a matéria (imprescindível por sinal) sobre a prisão do governador do DF, José Roberto Arruda. A prisão do governador do Distrito Federal, por corrupção, é um caso gravíssimo e creio que a maioria de vocês concorda que um assunto de tal importância deveria ser estampado na capa da revista (a prova da importância desse tema é o fato de essa matéria ter sido a mais comentada pelos próprios leitores de Veja). No lugar desse conteúdo, a revista colocou na capa uma matéria sobre dieta, e no canto superior da revista veio uma foto minúscula de Arruda. A foto dele não aparece em nenhuma outra parte da revista, eles simplesmente colocaram, no meio da matéria, a foto da mulher do governador sorrindo – isso dá a impressão àqueles que só folheiam a revista de se tratar de um tema sem tanta gravidade -. E o texto em si da matéria expõe o caso com imparcialidade, algo muito raro na grande maioria das matérias da revista.
Colocar nas bancas uma edição cuja capa fala sobre dieta, com certeza a intenção da revista não era alardear o caso Arruda para as pessoas que compram a revista esporadicamente, pois quem comprou impulsionado pela matéria de capa (sem querer julgar ninguém!) provavelmente não deu à mínima para a matéria sobre o governador. E para dar mais um exemplo de um possível poder que certos partidos têm sobre Veja, a edição de 10 de março de 2010 estampa com voracidade na capa o secretário de Finanças do PT acusado de desvio de dinheiro para financiar a campanha do atual governo.
Acho que antes de críticas, positivas ou negativas, serem lançadas, deveríamos observar melhor, sempre estabelecendo comparações, como a Veja se articula com os partidos políticos. Acho que uma boa revista deveria expor as informações e deixar o leitor tomar suas decisões sem ser compelido a aceitar ou negar certos temas. Infelizmente, não temos boas opções de jornalismo, aquele jornalismo impessoal que torce pelo sucesso do Brasil independentemente de partido político, que faz críticas positivas ou negativas de um mesmo governo, pois as críticas deveriam ter como alvo os atos praticados pelo governo, não importando qual partido os tenha praticado!
Provavelmente, irei cancelar a minha assinatura de Veja e quebrar a cabeça para achar uma substituta. Será uma tarefa árdua!
Concordo noventa e nove por cento contigo! Por causa da última frase: “Será uma tarefa árdua!”
ESSA REVISTA E NOJENTA !!!!!!
SENSIONALISTA
E PODRE !!!!!!!!!
Bom dia,
Eu já não leio veja a muitos anos, apenas folheio vez por outra, quando estou em alguma consulta, na sala de espera, mas assino embaixo ao que o autor expõe, acho ainda que ele pegou leve, pois se fosse ser rigoroso, a lista seria muito, muito extensa. Mas olha, o que me que me impressiona é a inocência ou total ausência da realidade de alguns leitores, como a que defende a revista um pouco acima. O autor nem atacou a questão da revista ser tendenciosa e altamente partidária, nas questões políticas, na verdade só destacou o fato da revista usar uma imagem e um fato referente a vida de uma pessoa, sem autorização.
A leitora cita outras revistas, como por exemplo a Playboy, que aliás, é da mesma editora, mas o argumento não se enquadra, visto que neste caso são fotos tiradas com a autorização da pessoa, que recebe por um trabalho.
Vale ressaltar que a revista voltou a cometer o mesmo pecado, recentemente com o ex-jogador e agora comentarista Walter Casagrande Junior, que também teve seu drama pessoal exposto, sem autorização.
achei muito legal as capaz de revista da veja bjos josefer
Não vi problema na capa do Pensador.
Francamente! Veja controla o celebro de seus leitores com capas de dizem ser ”fervorozamente” verdadeiras e incontestantes, informaçoes reais e nao controlativas.
Veja é mais um controle remoto que os verdadeiros controladores de bonecos do brasil encontraram para mostrar o que querem que as pessoas sem má fé e e pouca informação vejam.
Pois a ignorancia ainda é maioria no mundo
tenho vergonha de ver gente apoiando isso ainda!
Sugiro incluir as últimas edições onde a Veja insinua o PODER DO POLVO e etc. Mais uma visão de direita a todo custo.
Fiz uso da capa de Fernando Collor para o Blog de Campanha Dilma presidente
http://dilmadobrasil2010.blogspot.com
Permite a manutenção da postagem?
OK, Ricardo.
apesar do ótimo trabalho, a edição de 17/08/1994, não tem apenas o perfil do FHC, mas de todos os candidatos a presidência. Bom não sou defensor da Veja, mas me recordo dessa edição.
Muito legal só q eu queria q mostrace todas as fotos e webs da veja de 1989- Drama na selva. Por favor!
Eu queria ver a materia completa de “A injusta da morte no auge”13/03/1996
Muito bom essa materia
Parabens —’
A revista Veja realmente é uma Bosta!Tem mais páginas com propagandas comerciais do que reportagens.
…como se não bastasse as capas ruins.
Bom nem o leitores observam direito o q ocorre….a entrevista de cazuza Flavia foi com o consentimento , mas não o titulo e nem a capa foram com o consentimento analise os fatos antes de dar alguma declaração afinal de contas o fato é que A VEJA É SENSACIONALISTA DEMAISS…
Quando for no cú deles da família deles aí TALVEZ param com esse sensacionalismo todo!!
Ridículos
Discordo apenas com as criticas das capas da Elis Regina e Cassia Eller.
Puxa que sensacionalismo exarcebado a veja produz a anos,a decadas,na verdade ela não está nenhum pouco em ajudar as pessoa e simem apenas vender,vender e vender.Mesmo que isso custe os sentimentos das pessoas,fiquei horrorizado ao ver a capa de cazuza imaginem ele que era a vitima.fabio assunção também mais nem tanto pois as pessoas veem pessoas bonitas como seres divinos e perfeitos,quando na verdade são apenas seres humanos como qualquer outro sujeitos a desejos e erros,mais falar em luta pela vida,dá a entender que Ele já está em uma U.T.I.fALANDO DA CAPA DOS MAMONAS ENXERGUEI ALGO MAIS ”A ”INJUSTIÇA DA MORTE NO ‘AUGE”,ainda ficou ambigua pois parece que amorte está no auge e isso é realmente ridiculo,concordo comsua afirmaçao também.Vlw um abraços a todos de cabeça sensata.
O autor dessa análise crítica invoca muitos “lugares comuns críticos” em suas críticas, que no geral são superficiais.
Percebe-se que o autor “implica” com a revista em si, usando esas capas apenas para justificar sua implicancia, que também nao fica clara.
Crítica a revista, mas usa do mesmo expediente dela para tecer suas criticas,e , ou justificá-las.
Concordo com todas as capas. Se não quisessem aparecer não uasassem drogas,não fisessem aborto.
Excelente, há tempos observo a falta de senso da revista.
Realmente, me convenço cada dia mais a não le-la.
Quem aí fala que a reportagem do cazuza foi feita com total conscentimento dele, ou outras coisas burras do tipo, é bom lembrar que ele passou mal após ver a publicação… uma dica é se informar sobre um assunto antes de criticá-lo, para não fazer papel ridículo.
Não concordo inteiramente com nenhuma das capas, em níveis morais, apesar de saber quão sensacionalista é a maioria da imprensa brasileira. O pessoal que se gasta criticando a postagem, é bom vê-la por outro ângulo, como um alerta para a incenssibilidade das revistas a abordar assuntos tão delicados como nas capas à cima. Sei lá, na minha humilde opinião, tragédias pessoais deviam ser tratadas com mais cuidado, usando aquele clichê de se “colocar no lugar do outro”. Quem tendo aids, feito aborto, usado drogas ou feito qualquer outra coisa que a sociedade descrimine, se sentiria bem com matérias tão radicais? Vamos lembrar que todo mundo erra, jesus mesmo disse… Vamos parar de condenar os atos impensados dos outros e pensar antes dos nossos próprios, e descartar incenssibilidades com uma pessoa genial (ex: cazuza) que, se fez mal pra alguém foi pra si próprio. Paz pra vocês.
Gostaria de comentar apenas a do Papa. Primeiro, é preciso dizer que o texto não está absolutamente desconexo da foto. E é uma boa síntese do que viria a ser mostrado na matéria. Ou seja, a luta do Papa João Paulo II que, mesmo com sua saúde muito fragilizada, lutou com todas as forças para cumprir sua missão até o fim. Missão que nada mais era que a de ser o pastor de Cristo e conduzir sua Igreja aqui na terra, totalmente fiel aos princípios do Mestre. Se há alguma dúvida de que ele realmente a cumpriu, basta ver como foi tratado após sua morte. A maioria dos cristãos católicos já o chamavam “santo”. Com relação à foto da capa, deve-se dizer que ela foi tomada num momento em que o Papa dava um longo bocejo, por seu extremo cansaço. E não como muitos pensam, achando que ele estava “gritando” de dor. Talvez, Veja pudesse ter usado outra foto, como a que o Papa observa uma pomba que levantava vôo. Muito bonita essa foto (procure na web). Mas, a foto da capa não é de forma alguma escandalosa ou bizarra. Tudo depende de como você a “enxerga”. Sejam felizes.
Quando não existe motivo para criticar se inventa algum… Não vejo nenhum problema com as capas… Qual o problema da Veja possuir uma orientação politica? Várias outras revistas são tendenciosas para esquerda lotadas de propagandas governamentais e nunca vejo ninguém reclamando disso…
o poblema e a pobre da cassia estar nessa capa injustamente porque foi provado que a morte dela foi um infarto