Você provavelmente já conhece Artemisbell, ou Artemis Bell, a mulher que aparece dançando em 445 vídeos no YouTube (o número não pára de crescer), todos publicados por ela em seu próprio perfil. Ela deixa a câmera parada e ligada em um canto de sua sala e se põe a dançar livre, leve e solta diante da lente, para depois jogar tudo na internet. Tem sido assim desde junho de 2007, quando ela tornou público seu primeiro vídeo, uma performance ainda contida de Cuba (quiero bailar la salsa), dos Gibson Brothers. Depois vieram Madonna, Chic, Aretha Franklin, Village People, Pointer Sisters, Donna Summer e centenas de outros sucessos. Sua mais recente paixão é Ivete Sangalo, cuja música ela conheceu há pouco tempo, por meio de um fã brasileiro. Somente ontem, ela publicou seis novas coreografias para músicas da cantora baiana.
O nome verdadeiro de Artemis Bell é Diana Campanella. Ela tem 55 anos, é solteira, heterossexual, formada em belas artes, pós-graduada e é do signo de escorpião. Mora em Scottsdale, no estado norte-americano do Arizona, onde ganha a vida como artista plástica – seus quadros, classificados por ela como expressionismo abstrato, estão à venda na internet por preços que variam de US$ 1.000 a US$ 5.000.
Diana não é dançarina profissional. Ela dança – todos os dias – apenas por prazer e para espantar os males. O que você talvez não saiba é que o objetivo final de Diana com seus vídeos é divulgar uma crença liderada por ela, chamada Universeling Consciousness, ou apenas Universelings, inspirada em Paul McCartney, Oprah Winfrey, Deepak Chopra, Yusuf Islam (mais famoso como Cat Stevens) e outros heróis de Diana. “No meio de tudo que há, nós nos posicionamos no centro do universo como observadores do exterior do nada, aprendendo a olhar para dentro de modo a criar infinitas possibilidades que se tornam parte do reflexo de nós mesmos”, diz Diana em seu perfil no MySpace. Entendeu?
Ela dá uma dica: “Observe os grãos de poeira dançando à luz da janela. Aquela dança é a nossa dança. Nós raramente ouvimos a música que vem de dentro, mas nós a dançamos o tempo todo, conduzidos por aquele que nos ensina, a pura alegria do sol, nosso mestre musical.”
Pode parecer coisa de doidão, mas Diana jura que jamais chegaria perto de drogas. “Eu não tomaria nem uma aspirina”, ela diz em sua página no You Tube. Diana também deixa
claro que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, ela é mulher de verdade, musculosa apenas por se exercitar e por ter crescido em uma fazenda.
Atividade física, aliás, é um dos seus fortes, como dá pra notar. No início de sua jornada virtual, ela gravava os vídeos imediatamente após voltar de sua corrida diária, o que explica o fato de ela sempre estar bastante suada. Mas, os tempos de colo brilhoso e cabelo colado na cara ficaram para trás. Hoje, Diana grava seus vídeos sempre sequinha, às vezes até produzida com peruca e figurino, como se encarnasse personagens.
Antes do boom da internet, Diana experimentara o tititi em torno de seu nome apenas uma vez, nos anos 90, quando criou e publicou a revista Art&politics, para protestar contra a prisão de artistas plásticos no Soho, em Nova York. Naquele tempo, por um breve momento, foi comum a polícia prender os artistas que vendiam suas obras na rua sem autorização. Seus quadros eram confiscados, destruídos ou mesmo leiloados sem que eles recebessem nada por isso. Diana criou a revista porque sempre foi uma defensora ferrenha da liberdade de expressão. E continua sendo. Veja:
[Post dedicado a Olga]


AMEI o perfil de Artemis Bell.
Como as coreografias, o nome é terrível!!!
Mas pra 55 anos, ela tem um corpo ótimo!
Agora, como tem biruta neste mundo, hein?
Beijo!!!!!