
“Homem de Ferro” (“Iron Man”, 2008), filme de Jon Favreau, é bem melhor que as histórias em quadrinhos originais do personagem-título. Nas páginas coloridas da Marvel, ele é um herói sem carisma, sem graça, sem grande identificação com o público. Suas primeiras versões em desenho animado eram monótonas. Mas, se ele existe há 45 anos, algum valor haveria de ter. A julgar pelo filme, o segredo está em seu humor inteligente e cínico, insuflado pelo ator Robert Downey Jr., que conseguiu transformar Tony Stark, o homem por dentro da armadura do Homem de Ferro, em um sujeito interessante.
O atual momento político também colabora para o sucesso do filme. Herói criado em plena Guerra do Vietnã, o Homem de Ferro teve seu contexto histórico atualizado para o Afeganistão pós-11 de setembro, quando os norte-americanos mais uma vez começam a questionar seu belicismo e sofrem de uma carência aguda de verdadeiro heroísmo.
Como todo filme de ação com super-heróis, “Homem de Ferro” é repleto de mentiras, situações impossíveis, exageros inexplicáveis, explosões pirotécnicas e pancadaria. Mas o filme diverte um bocado e tem a virtude de rir de si mesmo, apesar de seu roteiro tão simples e previsível.
Aviso aos fãs: há uma última cena ao fim dos créditos, feita para deleite de quem conhece os quadrinhos do personagem e que funciona como gancho para uma continuação.
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Eu achava o Tony Starck velho e feioso, quando criança. Mas agora, com Robert Downey Jr encarnando, mudou tudo!!!!
Vocês, mulheresm, adoram um amor bandido, hein? rs
Ah, mas só como fetiche e no cinema. Na vida real, a gente adora os bonzinhos.