Tinha legendas no concerto de abertura da temporada 2008 do Municipal. Enquanto o maestro Roberto Minczuk regia o “Stabat Mater” de Dvorak, a tradução do oratório era projetada acima do palco. Gostei do recurso, mas fiquei intrigado com uma coisa. Solistas e coro cantavam e cantavam e cantavam, mas as legendas não mudavam. Ou mudavam quase nada. Seria um erro?
Santa ignorância… Era aquilo mesmo. Ao todo, os dez movimentos da obra somam apenas uma dúzia de versos, repetidos muitas e muitas vezes, mas nunca da mesma maneira. Talvez seja para transmitir a angústia da Virgem Maria, figura central da obra, a chorar a morte de seu filho ao pé da cruz.
Foi lindo. E o mais interessante é que se trata de um trabalho em que o coro é tão imortante quanto os solistas.
