
Se você for ao cinema ver “Rolling Stones - Shine a light” (”Shine a light”, EUA, 2007) esperando encontrar um documentário, vai se frustrar. Vá apenas pra ver um show da banda, e você ficará feliz da vida. Porque é um showzaço.
Como os hits são minoria no set list, e o grupo arrasa assim mesmo, fica claro que estamos diante de lendas vivas que não vivem apenas do passado, mas de um talento mais que presente. São quatro caras sensacionais. E Mick Jagger, no palco, é o Sete-Pele. No bom sentido.
Como diretor dessa beleza, Martin Scorsese nos proporciona uma quantidade incrível de ângulos dos músicos, graças a suas câmeras onipresentes (eu adoraria saber quantas foram usadas). Impressiona a proximidade delas, o que estabelece uma ilusão de intimidade entre banda e espectador.
Alguns pontos altos:
* A participação especial de Buddy Guy. Perfeita! E Scorsese capta um olhar arrepiante do convidado.
* “Brown sugar” no bis.
* As cenas de bastidores com Scorsese no início.
* A cena que mostra uma insuspeita cumplicidade de Charlie Watts com a câmera.
* A maluquice-beleza de Keith Richards.
Site oficial do filme: http://www.shinealightmovie.com/
