As fotos de Philip Jones Griffiths provocam repulsa, incomodam, fazem a vida de qualquer um parecer fútil. Mas chocar, às vezes, é preciso. Nos anos 60, essas fotos ajudaram a convencer a opinião pública de que a Guerra do Vietnã era uma barbárie desnecessária. O fotógrafo, ex-presidente da mítica agência Magnum, dedicou anos de sua vida a clicar os efeitos da guerra na população civil, eternizando imagens de crianças mutiladas, homens esfolados, pessoas deformadas, mulheres brutalizadas, cadáveres pelas ruas. Um de seus registros mais conhecidos é este acima, que mostra um vietnamita (homem ou mulher? Humano ainda?) queimado, provavelmente por napalm, com sua desgraça e sua dor lancinante reduzidas a uma estatística.
Philip Jones Griffiths deixou ontem este mundo de horror.
